"Tia, é errado eu ouvir música não evangélica, ou gostar de um cantor não evangélico"?
A pergunta foi dirigida a mim por uma adolescente, em uma classe na Igreja em um domingo a noite. E antes que pudesse respondê-la, a pequena me disparou a confissão "porque eu curto um grupo musical que não é gospel, mas eu não os idolatro"!
Quando se está ensinando em uma classe com horário para encerrar, e se possui um enorme desejo de que seus alunos tenham todas suas dúvidas sanadas, certamente sua mente tenta trabalhar rápida e certeira. Graças a Deus eu dispunha de um certo tempo, e como pareço possuir a benção de sintetizar com facilidade (pelo menos é o que ouço com frequência), organizei bem minhas ideias e consegui responder a indagação satisfatoriamente.
Passado o episódio, quando retornei a minha casa, trouxe a minha memória o fato ocorrido. Antes de mais nada, preciso voltar a questão do "não idolatro", apenas para esclarecimento: ela quis dizer que não nutria um sentimento exagerado como certas fãs..."
Fiquei remoendo aquelas palavras, tentando ter certeza se havia alcançado o meu objetivo de convencer a menina a se posicionar de maneira correta diante de desafios como este "o de estar neste mundo e não pertencê-lo" (palavras de Jesus Cristo em João 17).
Lembrei de que desde cedo a música fez parte da minha vida. Lá em casa todos sem exceção, tinham paixão e gosto musical. Meus tios tocavam e cantavam em bandas, minha avó vivia a entoar em seu acordeão a famosa Asa branca, quando não no piano, e eu tive vários embates com minha irmã por querer que eu desligasse o som, para que ela pudesse assistir sua tevê em paz! Tirando os livros, minha paixão era a música, andava pelas ruas cantarolando os sucessos do momento! E até hoje, confesso sou assim, canto o dia inteiro se puder!
Mas quem não gosta? Quase impossível, achar alguém que não seja amante de uma bela e envolvente melodia. Partindo desse princípio, de que ela exerce fascínio, que entre tantas funções, a música possui a arte e o poder de influenciar (tem sido assim por gerações), é que não posso deixar de admitir e destacar o perigo que a mesma pode exercer sobre o indivíduo.
Em nossos dias, não há como não se mencionar a apologia ao uso das drogas, da pornografia e do crime, em algumas canções. Letras que são verdadeiros estímulos ao que é profano e vil, quando não fazem referências ao satanismo e ocultismo. E tudo isto recheado de um ritmo envolvente, contagiante que parece trazer uma sensação de liberdade. Existem também as mensagens subversivas, contendo ideologias mentirosas, promovendo uma falsa paz e parecendo conter a solução para os problemas através da descrença e rebelião!
Toda essa coisa parece muito sedutora, e o é! Por séculos tem seduzido e envolvido milhares de pessoas. Ficamos alegres, tristes, saudosos e até deprimidos dependendo do que ouvimos. Assim é a música, atraente e cativante. Basta imaginar uma situação qualquer, fechar os olhos e pensar em uma canção e...pronto o cenário está construído. Desde pequenino somos ensinados a á apreciá-la! Nos embalos da mamãe, de sábado a noite, nos corais da Igreja, nas noites de natal, nos aniversários e até nos funerais.
Ela tem seus méritos e quando é boa e promove o bem, quão sublime é! Só que as vezes Cantamos certas músicas e muitas vezes nem meditamos naquilo que estamos cantando! Existe uma mensagem sendo propagada, ensinada ao abrirmos nossa boca para cantar algo!
Assim como da mesma forma ao ouvirmos somos conduzidos a uma informação que nos é enviada.
Particularmente prefiro a música que exalta a Deus e a Sua palavra, pois tem propósitos. E não posso negar que me preocupa muito que alguém que ainda esteja em formação intelectual, emocional e espiritual, venha a se envolver com melodias cuja finalidade seja exaltar as paixões do mundo!
Que trarão consigo, sentimentos que desconstruirão a inocência, os valores corretos, os princípios necessários e básicos para uma fé sólida e perene em Deus!
Trago comigo um princípio que muito tem me edificado: "quer comais, ou bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus". I Co 10:31
Oi Carmen Correia, escrever é um dom. Como um diamante, ele não nasce pronto, precisa de um artista para lapidá-lo. O Supremo Artista (Deus) quer que continuemos até brilhar para sua glória. Obrigado pela sua visita e pelo comentário. Em frente!
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