sábado, 28 de fevereiro de 2015

A Mulher e o Voto






 Olá queridos!

Tenho um fato interessante para comentar. Há exatamente 4 dias, no dia 24/02 comemoramos uma importante conquista que foi o "Dia do Voto Feminino no Brasil". Nesta data, em 1932, o então presidente Getúlio Vargas, assinou a lei que garantia o direito das mulheres brasileiras ao voto.

No início, o decreto permitia que apenas as mulheres casadas e com autorização dos maridos votassem, como também as viúvas e as solteiras com renda própria. Somente em 1934, as dificuldades foram vencidas, e em 1946 uma lei nova previu obrigatoriedade de voto para as mulheres, que até então era um direito e não um dever. 

A discussão do voto atingiu o congresso brasileiro em 1981, e a passos lentos, com muitas barreiras. As opiniões eram diversas e em sua maioria contrária.
Deputados alegando a inferioridade feminina, defendiam a ideia de que isso traria prejuízos a família brasileira.
Em 1928, em Mossoró no Rio Grande do Norte, Celina Guimarães Viana, de 29 anos cadastrou-se na lista de eleitores e também naquele ano, Alzira Soriano de Souza, foi eleita prefeita na cidade de Lages no mesmo Estado. Mas a comissão de Poderes do Senado impediu o voto de Celina ser reconhecido e a posse de Alzira.

A bióloga Berta Lutz, defensora dos direitos políticos das mulheres brasileiras, fundou na década de 1920 a liga pela emancipação intelectual da mulher, junto com Maria Lacerda Moura a anarquista. Nesta época haviam várias sufragistas brasileiras que lutavam pelos direitos femininos, influenciadas pelas companheiras americanas e inglesas, como Eugenia Moreyra a primeira jornalista mulher. "A mulher será livre somente no dia em que passar a eleger seus representantes". Frase de um dos seus artigos.

Por Carmen Correia

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