Penso, que se alguém deseja buscar inspiração para uma grande história, deve sair de casa, ir para as ruas, e de preferência que pegue um ônibus lotado, e na hora do "rush". Observar pessoas e seus hábitos, assim como suas atitudes, acredito que seja a melhor forma de dar asas a imaginação.
Conheça esta situação vivenciada, por uma amiga:
Numa segunda-feira, ás 19:00 h, Melissa como de costume, deixa o escritório de advocacia, onde estagia, e dirige-se apressadamente para o ponto de ônibus. Mastiga um pedaço de chocolate, enquanto repara ás horas, dando conta do quanto está atrasada.
Respira aliviada ao ver a condução, e mais ainda por perceber um lugarzinho próximo a janela, para sentar. Abre a bolsa, e pega o rascunho da matéria de prova. Consultando o questionário, lembra que outra vez, chegaria depois do horário na faculdade.
Está assim, absorta em seus pensamentos, quando observa a senhora idosa, cheia de bolsas, passar na roleta.
__ Ah meu Deus, estou tão cansada! Pensou quase em voz alta. Tentou não se levar pela consciência, e então ergue os olhos, e vê a vovozinha bem na sua frente, com aquela expressão de quem quer dizer, e ai? A jovem prepara-se para levantar, quando o passageiro do banco de trás, puxa a sineta para saltar. Ela encara a dona, que naquela aglomeração, se posiciona pronta para tomar o assento e...
___ O que isso? Dispara em tom alto a velhinha, se referindo, a duas adolescentes que estavam próximas. ___ Querendo o lugar para criança? Isto é o cúmulo né? Com licença, mas eu me sentarei, e foi logo empurrando todo mundo e se acomodando no banco, com suas muitas bolsas de mercado. ___ Se tiver alguém mais velho do que eu, ela dizia, o que parecia impossível. Basta falar , que eu me levanto.
As garotas completamente assustadas,puxaram o menino que seguravam, dando a entender que fora um equívoco, mas nada disseram. Melissa, ainda perplexa com o mal entendido, ajeita-se no seu lugar e ouve um muito obrigada, vindo da direção da senhorinha, que a deixa constrangida sob o olhar enfezado das garotas.
As garotas completamente assustadas,puxaram o menino que seguravam, dando a entender que fora um equívoco, mas nada disseram. Melissa, ainda perplexa com o mal entendido, ajeita-se no seu lugar e ouve um muito obrigada, vindo da direção da senhorinha, que a deixa constrangida sob o olhar enfezado das garotas.
Pois é! Até hoje, minha amiga, não sabe explicar o que fez aquela mulher lhe dar um mérito, que ela nunca teve. Mas de uma coisa, ela tem certeza, se fosse escritora, ao menos uma crônica ela escreveria.
Por Carmen Correia
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