domingo, 10 de setembro de 2017

Um Jeito Singular





 Uma pobre mulher morava em uma humilde casa com sua neta que estava muito doente. Como não tinha dinheiro para levá-la a um médico e vendo que apesar de seus muitos cuidados a menina piorava a cada dia, com muita dor no coração resolveu deixá-la sozinha e ir a pé até a cidade mais próxima em busca de ajuda.
 No único hospital público da região foi-lhe dito que os médicos não poderiam se deslocar até a sua casa, ela teria que trazer a menina para ser examinada. Desesperada por saber que sua neta não conseguiria sequer levantar-se da cama, ao passar em frente a uma Igreja resolveu entrar. 
 Algumas senhoras estavam ajoelhadas fazendo suas orações. Ela também ajoelhou-se. Ouviu as orações daquelas mulheres e quando teve oportunidade, também levantou a voz e disse: 
__ Olá, Deus! Sou eu, a Maria. Olha, a minha neta está muito doente. Eu gostaria que o SENHOR fosse-lá, curá-la. Por favor anote aí, Deus, o endereço.
 As demais senhoras estranharam o jeito daquela oração, mas continuaram ouvindo.
__ É muito fácil. É só seguir o caminho das pedras e,  quando passar o rio com a ponte, o SENHOR entra na segunda estradinha de barro. Passa a vendinha. O último barraquinho daquela ruazinha é o meu.
 As senhoras que a tudo acompanhavam esforçavam-se para não rir.
Ela continuou. __ Olha, Deus, a porta tá trancada, mas a chave fica embaixo do tapetinho vermelho na entrada. Por favor, SENHOR, cure a minha netinha. Obrigada.
E quando todas achavam que já tinha acabado, ela complementou. __ Ah, SENHOR, por favor, não se esqueça de colocar a chave de novo embaixo do tapetinho vermelho, senão eu não consigo entrar em casa. Muito obrigada, obrigada mesmo.
Depois que dona maria foi embora, as demais senhoras soltaram o riso e ficaram comentando como é triste descobrir que as pessoas não sabem nem orar. Mas dona Maria, ao chegar em casa, não pode conter-se de tanta alegria ao ver a menina sentada no chão, brincando com suas bonecas. 
__ Minha neta você já está de pé? A pequena olhou carinhosamente para a avó, disse. __ Um médico esteve aqui, vovó. Me deu um beijo na testa e disse que eu ia ficar boa. E eu fiquei boa. Ele era tão bonito, vó! Sua roupa era tão branquinha que parecia até que brilhava. Ah! Ele mandou lhe dizer, que foi fácil achar a nossa casa e que ele ia deixar a chave debaixo do tapetinho vermelho, do jeitinho que a senhora pediu.


Que história singular! Nos ensina o valor de um coração sincero  e confiante. Deus não se impressiona com palavras, mas um coração quebrantado e contrito não desprezará jamais! Salmo 51:17


                                  


                                        Por Carmen correia



(autor desconhecido)



















             




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