segunda-feira, 16 de março de 2015

Há Vida Após





    No ventre de uma mulher grávida, dois bebês conversam. Um é crente e o outro ateu.
Eis o que eles dizem:


Bebê ateu: Você acredita na vida após o nascimento?

Bebê crente: Claro que sim. Todo mundo sabe que existe vida após o nascimento. Nós estamos aqui para crescer fortes o suficiente e nos preparar para o que nos espera depois.
Bebê ateu: Bobagem. Não pode haver vida após o nascimento. Você pode imaginar como seria essa vida?
Bebê crente: Eu não conheço os detalhes, mas creio que existe mais luz e talvez a gente caminhe e se alimente lá.
Bebê ateu: Que besteira. Impossível que possamos caminhar e nos alimentar. Nós temos o cordão umbilical que nos alimenta. Ouça isso, não há vida após o nascimento, afinal nossa vida, o cordão, já é demasiado curta.
Bebê crente: Eu creio sim. Ela será um pouco diferente. Posso até imaginá-la.
Bebê ateu: Não há ninguém que tenha voltado de lá. A vida acaba com o nascimento sim. Ela é apenas um grande sofrimento no escuro.
Bebê crente: Não. Tenho certeza que há vida, e vamos encontrar nossa mãe que vai cuidar de nós.
Bebê ateu: Quanta ingenuidade. Mãe? Que mãe? E onde ela está?
Bebê crente: Ela está em toda parte, a nossa volta. E nós estamos nela. E nos movemos por causa dela e graças a ela vivemos. Sem ela não existiríamos.
Bebê ateu: Loucura. Eu nunca vi uma mãe, portanto não existe.
Bebê crente: Discordo, e digo mais. Na verdade eu a sinto acariciando nosso mundo com suas mãos e até ouço-a cantar, quando tudo se acalma. Eu acredito firmemente que nossa vida real começará somente após o nascimento.

Por Carmen Correia

Fonte: Esboçando Ideias

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